Hoje é dia de falarmos de varejo de vizinhança.
Agora começarei a falar de cada um dos formatos do varejo de vizinhança.
Vou começar por um formato que talvez cause alguns debates, qual seja: lojas de conveniência.
Este é um formato de loja que tem como premissa importante a proximidade, podendo estar lado a lado com a sua residência, do seu trabalho ou de um estabelecimento comercial gerador de tráfego, podendo ser este um shopping ou um posto de gasolina. Possui um sortimento que pode variar de 800 a 3.000 skus, uma área de vendas média entre 80 e 200 m2 e margens altas.
Muitas vezes quando pensamos em lojas de conveniência abordamos somente lojas localizadas em postos de gasolina, o que é um grande engano.
Podemos classificar lojas de conveniência em dois grandes grupos, quais sejam:
Lojas de rua:
São lojas que precisam estar localizadas em regiões de alto tráfego, precisam oferecer soluções para ocasiões de consumo específicas, por exemplo o café da manhã.
Possuem em média 3.000 skus e precisam de um modelo logístico complexo uma vez que o picking para itens de menor venda muitas vezes precisa ser a própria unidade de venda.
Esta complexidade operacional aliada a venda baixa por loja demanda que este formato tenha margens mais altas, o que implica necessariamente em atender os públicos A e B.
Em São Paulo há um perfeito exemplo deste formato, o Carrefour Express. A parceria que está apenas começando com a Swift transforma a categoria carnes, pouco expressiva ou inexistente no formato conveniência, em uma categoria destino. Para mim uma fantástica parceria que tem tudo para dar certo.
Como este formato trabalha com poucos funcionários, muitas vezes menos que 10 funcionários, há mais do que nunca a necessidade de detalhamento de todos os processos no ponto de venda.
Lojas de postos de gasolina:
São lojas que tem por objetivo aumentar o tempo de permanência do cliente no posto de combustível dando assim condições para que serviços e produtos de boa margem sejam vendidos, como lavagem e troca de óleo. Trabalham basicamente com bebidas e indulgências.
Atualmente no Brasil menos de 20% dos postos de gasolina possuem lojas de conveniência. Nos EUA e Austrália esta participação chega a 90%.
Aqui as petrolíferas convivem com uma grande resistência dos seus franqueados. Por que estes franqueados devem investir em lojas de conveniência com até 800 skus se conseguem ganhar mais com poucas dezenas de skus como gasolina, óleo e lavagem?
Certamente tem o que justifique, exatamente a necessidade de aumentar a venda de produtos e serviços de melhor margem, troca de óleo e outros serviços.
Aqui talvez exista a necessidade de não se encarar a loja de conveniência como unidade independente e passar a encará-la como uma categoria de produto com papel específico, aumento da permanência média no estabelecimento comercial.
Recentemente tivemos uma notícia importante. A Oxxo, conveniência mexicana, presente no Chile e Colômbia chegará em terras brasileiras em 2020 em parceria com a Raízen. Torcendo aqui para que esta parceria seja um sucesso.
Outros movimento acontecendo tem relação com as lojas Local da Americanas. Já são quase 50 lojas.
E a 7-Eleven, conveniência nipo-americana, será que um dia retornará ao Brasil? Pode acontecer, mas no momento a prioridade deles, segundo executivos, é o fortalecimento da presença na Ásia.
E a Tesco Express? Lojas pequenas com um sortimento fabuloso graças a uma logística igualmente fabulosa.
E serviços financeiros, são bem trabalhados neste formato de loja?
Bom, adoro este formato, nele atuei por bons 3 anos.
Boa tarde e nos encontramos nas lojas, o lugar certo para um varejista de verdade!!!
Grande abraço e nos encontramos nas lojas.
Demétrio Magnani